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Como reduzir custos no transporte internacional de cargas

O transporte internacional de cargas representa uma parcela considerável da formação de custos de uma operação de importação, independentemente do porte da empresa ou do tipo de mercadoria movimentada entre países. 

Ele impacta diretamente o valor final da operação, e reduzir custos nesse contexto não significa apenas negociar preços menores, mas sim compreender cada etapa do processo, identificar ineficiências, eliminar desperdícios e adotar práticas que tragam previsibilidade financeira. 

Então, ao longo deste texto apresentaremos como a sua empresa pode reduzir custos no transporte de suas cargas. Acompanhe!

Entendimento sobre a composição do valor do frete internacional 

O primeiro passo para reduzir custos no transporte internacional de cargas consiste em compreender, com precisão, a composição do valor do frete que vai além da tarifa do frete básico. 

Isso porque o valor do frete internacional é formado pelo custo do transporte em si, que é o principal componente desse valor, somado à taxas e sobretaxas cobradas pela empresa transportadora. 

Entre as principais taxas e sobretaxas que podem compor o valor do frete internacional, estão: 

  • Pick-up: taxa cobrada pela coleta de carga na origem; 
  • Security Fee: sobretaxa de segurança; 
  • BAF (Bunker Adjustment Factor): sobretaxa de combustível; 
  • CAF (Currency Adjustment Factor): sobretaxa para compensar impactos financeiros causados por variações cambiais; 
  • Heavy Lift Charge: taxa por excesso de peso; 
  • Extra Length Charge: taxa por volumes de grandes dimensões 
  • BL FEE: taxa para cobrir os custos administrativos e de processamento associados à liberação do conhecimento de transporte 
  • THC (Terminal Handling Charge) / Capatazia: taxa cobrada pelo serviço de movimentação da carga no terminal portuário; 
  • Gate Charge: taxa de recepção da carga no terminal portuário; 
  • Port Congestion Surcharge: sobretaxa cobrada pelos armadores quando há congestionamento nos portos. 

Saber o que a empresa de transporte ou o armador está cobrando além do frete básico ajuda a empresa a fazer a devida análise entre cotações de diferentes prestadores de serviços logísticos. 

Negociação com agentes de carga e transportadores 

Negociar preços no transporte internacional exige análise do mercado de fretes e acesso a dados históricos. Nesse sentido, as empresas que negociam apenas com base em valores pontuais perdem poder de argumentação e, consequentemente, acabam aceitando condições desfavoráveis. 

Por outro lado, ao apresentar uma projeção de futuros embarques, frequência de operações e histórico de desempenho, a empresa facilita a obtenção de tarifas mais competitivas. Dessa forma, ela assegura condições contratuais mais equilibradas. 

Além disso, a comparação entre propostas deve ir além do valor bruto do frete e das sobretaxas aplicadas. Sob essa ótica, torna-se essencial analisar serviços incluídos, prazos, responsabilidades e eventuais custos adicionais não explicitados na cotação inicial. 

Escolha adequada do modal de transporte 

A seleção do modal de transporte exerce influência direta no custo da operação, já que o transporte marítimo, aéreo, rodoviário, ferroviário ou combinações intermodais ou multimodais apresentam características distintas em termos de preço, tempo de trânsito, capacidade e riscos envolvidos. 

O transporte marítimo atende com maior eficiência cargas de baixo valor agregado, de grandes volumes ou peso, oferecendo tarifas unitárias mais baixas quando comparado ao modal aéreo. 

Já o transporte aéreo atende mercadorias de alto valor agregado ou com prazos de entrega mais restritos, porém com custos superiores. 

Enquanto o transporte rodoviário internacional costuma ser empregado principalmente em operações que envolvem países que compartilham fronteiras terrestres. 

A redução de custos passa pela análise criteriosa da real necessidade de uso de cada modal, visto que em muitos casos, as empresas optam pelo transporte aéreo por hábito ou por receio de possíveis atrasos na chegada da carga, sem avaliar se o produto realmente exige esse tipo de solução. 

Um estudo de transit time, custo por quilo ou metro cúbico e impacto no estoque pode revelar quais modais de transporte alternativos oferecem melhor equilíbrio entre custo e benefício. 

Planejamento da carga e otimização do acondicionamento 

O planejamento inadequado da carga gera desperdícios financeiros frequentes no transporte internacional já que a forma como a mercadoria é acondicionada influencia diretamente o custo do frete, principalmente em operações marítimas e aéreas, onde o valor do frete cobrado considera o peso bruto ou o peso cubado. 

Ao otimizar a embalagem e o empilhamento, a empresa reduz o volume ocupado, aproveita melhor o espaço do contêiner ou da aeronave e diminui o custo por unidade transportada. 

Embalagens excessivamente grandes, frágeis ou mal dimensionadas geram custos adicionais e aumentam o risco de avarias. 

Por isso, a adoção de embalagens padronizadas, o uso correto de paletização e a análise da melhor configuração de carga possibilitam ganhos financeiros relevantes. 

Escolha entre o frete FCL e LCL 

A decisão entre embarcar cargas completas (FCL) ou cargas consolidadas (LCL) afeta diretamente o custo do transporte internacional. 

O frete FCL é ideal para aquele que já tem um volume considerável de mercadorias para completar o espaço de um contêiner. Já o frete LCL, apesar de atender volumes menores e o valor do frete ser baseado no espaço utilizado do contêiner, ele envolve taxas adicionais de consolidação, desconsolidação e manuseio, que elevam o custo unitário. 

Para quem não possui volume suficiente para um frete FCL, mas possui operações recorrentes, é possível pensar na possibilidade de coordenar com parceiros comerciais a consolidação de volumes dentro de um período de tempo, o que permite ir reunindo mercadorias adquiridas de fornecedores diferentes dentro um determinado espaço de tempo até atingir o volume suficiente para completar o espaço do contêiner. 

E mesmo que se tenha um custo de armazenagem na origem para que essa consolidação aconteça ou mesmo quando o volume de mercadorias reunidas não preenche por completo o espaço do contêiner, dependendo da operação, o custo final ainda pode acabar sendo inferior ao de vários embarques consolidados. 

Essa análise deve considerar não apenas o valor do frete, mas também o impacto em prazos e riscos de possíveis avarias por manuseio adicional da carga no frete LCL. 

Gestão eficiente de prazos e prevenção de custos extras por atraso 

Atrasos no transporte internacional geram custos adicionais à operação que poderiam ser evitados, sendo que muitos desses custos surgem por falhas de planejamento ou comunicação entre os envolvidos na operação. 

Uma gestão eficiente de prazos exige acompanhamento contínuo do status da carga, desde a coleta na origem até o seu definitivo embarque e chegada ao porto de destino. 

A apresentação de documentação incorreta ou incompleta também representa uma fonte recorrente de atrasos no embarque, portanto, a conferência prévia de faturas comerciais, packing lists, certificados e também do draft do conhecimento de embarque agiliza o processo. 

Escolha adequada do Incoterm e impactos nos custos 

O Incoterm define a divisão de responsabilidades, riscos e custos entre vendedor e comprador. Uma escolha inadequada pode transferir despesas inesperadas para a empresa, comprometendo a previsibilidade financeira da operação. 

Ao negociar contratos internacionais de compra e venda de mercadorias, é importante avaliar o preço da mercadoria, mas também os custos e riscos logísticos assumidos em cada Incoterm. 

Em alguns casos, assumir a contração do transporte internacional possibilita negociar tarifas melhores e reduzir as despesas totais. Em outros casos, transferir essa responsabilidade para o vendedor pode representar economia operacional. 

A análise deve considerar a capacidade interna da empresa para a gestão logística da operação, o conhecimento sobre o mercado de fretes e a estrutura disponível para controlar os fornecedores internacionais. 

Uso de tecnologia para análise e controle de custos 

A tecnologia exerce um papel decisivo na redução de custos logísticos quando aplicada de forma estruturada. Sob essa ótica, sistemas de comércio exterior permitem consolidar informações, acompanhar indicadores e identificar desvios de custo com maior rapidez. 

Dessa forma, com dados centralizados, a empresa consegue comparar diferentes prestadores de serviços e analisar variações nas tarifas de frete de maneira eficiente. Em paralelo, o gestor passa a controlar despesas por rota ou modal de transporte, o que facilita a tomada de decisões baseadas em dados históricos reais. 

Consequentemente, esse nível de controle por meio do uso da tecnologia reduz retrabalhos e erros operacionais. Por fim, o processo elimina custos adicionais desnecessários e protege a lucratividade da operação. 

Avaliação contínua de desempenho logístico 

Reduzir custos no transporte internacional não se trata de uma ação pontual, mas de um processo contínuo de avaliação e melhoria. 

Indicadores de desempenho logístico, como custo por quilo transportado, índice de atrasos, custos por rotas ou modais de transporte e taxas de avarias, fornecem informações valiosas para a realização de ajustes operacionais. 

A análise periódica desses indicadores possibilita identificar tendências, corrigir desvios e renegociar contratos com base em dados concretos. 

Transporte internacional com o melhor custo-benefício você encontra aqui 

Na SAO Brasil, combinamos o trabalho em equipe com as melhores práticas logísticas para oferecermos as opções de embarque aéreo e marítimo, sempre procurando a melhor solução, de acordo com as suas necessidades, e a entrega do melhor custo-benefício. 

Nosso sólido relacionamento com toda a cadeia de logística nos possibilita prestar um atendimento de forma flexível, ágil e eficiente. 

Entre em contato com o nosso time de planejamento e descubra como podemos personalizar soluções em logística para o seu negócio! 

FAQ 

Qual a principal diferença de custo entre o frete FCL e LCL?  

O FCL oferece um custo fixo pelo contêiner, visto que o LCL cobra por espaço, mas inclui taxas extras de manuseio e consolidação. 

Como a escolha do Incoterm afeta o custo final da carga?  

O termo define quem paga o frete e assume os riscos, garantindo, assim, que a empresa controle ou delegue despesas conforme sua estratégia. 

Por que otimizar o acondicionamento da carga reduz o frete?  

Transportadoras baseiam o preço no peso ou volume (cubagem), permitindo, portanto, que embalagens compactas gerem uma economia direta no valor unitário. 

Como a tecnologia auxilia na redução de custos logísticos?  

Sistemas centralizam dados históricos e comparam tarifas, assegurando, dessa forma, que a empresa tome decisões baseadas em números reais e não em estimativas.


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